Como o marketing data-driven pode ajudar você?

mulher de pé encostada em uma parede de vidro que a separa de um servidor, enquanto está encostada, olha para a tela de um notebook, remetendo a uma pesquisa sobre marketing data-driven

Como você prevê o futuro do seu mercado? Projeções, gráficos, astrologia: todo mundo tem uma solução. Difícil mesmo é confiar que aquilo que nós achamos que vai acontecer realmente vai se tornar realidade.

Sabendo de tantas revoluções inesperadas nos últimos tempos, o que está por vir no ambiente digital parece cada vez mais incerto. Neste artigo, discutiremos o que é o marketing data-driven e como ele pode ser uma solução para esse problema. Confira!

Entenda como o marketing data-driven começou

A análise de dados é uma ciência quase tão antiga quanto a própria matemática. A ideia de traçar linhas a partir de pontos foi uma das primeiras ferramentas para projeção do futuro. E isso se baseia em um princípio simples: a ideia de que as coisas continuarão seguindo da mesma forma que já vêm acontecendo.

Todos os dias, essa confiança na estabilidade é o que ajuda nas tomadas de decisões. Por exemplo: você olha para o céu antes de sair de casa e está nublado. Da última vez que ele estava cinza, choveu. Logo, hoje, provavelmente também vai chover. Então é melhor levar um guarda-chuva. Mas, infelizmente, nem todas as coisas são tão simples assim.

“Previsões são muito difíceis, especialmente se forem sobre o futuro.” – Niels Bohr, vencedor do Prêmio Nobel de Física.

Como a piada conta: para a galinha, o relacionamento dela com o fazendeiro era muito bom por 365 dias, até que, no Natal, as coisas deram uma virada para pior. Da mesma forma que o galináceo, as pessoas têm muita dificuldade de prever eventos que fogem do padrão, e só recentemente, com o avanço da computação, começamos a enxergar pelas frestas do futuro nebuloso.

Surgem as ferramentas de Business Intelligence

Então como resolver o problema da incerteza? Um jeito simples é levar mais variáveis em consideração no cálculo.

Voltando ao nosso exemplo da chuva: um meteorologista mede várias características diferentes da atmosfera – como a pressão barométrica e a umidade relativa – para calcular com mais precisão quando, onde e quanto vai chover.

Em resumo, analisando mais informações, por meio de computadores e bases de dados integradas (Big Data), conseguimos considerar mais variáveis e ter uma visão mais completa do que vem a nossa frente (Business Intelligence).

Sendo assim, nossa capacidade de previsão, agora, se resume a duas limitações: a quantidade de dados a ser adquirida e a capacidade de processamento dos nossos softwares inteligentes – mais conhecidos como softwares de inteligência artificial.

Vale ressaltar que esse processamento de dados não acontece exatamente como você viu nos filmes e, em vez de softwares com consciência própria, o uso da I.A. e do machine learning lembra mais um bebê brincando com um jogo da memória do que a Skynet.

Como uma criança, os algoritmos inteligentes aprendem a buscar padrões e encontrar tendências, apesar de não terem nenhum discernimento sobre o que esses resultados significam.

Como os softwares são bons de conta, mas muito ruins na tomada de decisão, o talento humano (ainda) é necessário. Nesse contexto, a inteligência artificial funciona como uma rede imersa num mar de dados, onde só um usuário de carne e osso é capaz de pescar as informações que realmente são interessantes de se analisar.

Onde o marketing digital entra em tudo isso?

homem de costas segurando um canetão preto de quadro branco enquanto analisa o que escreveu

Como nós comentamos anteriormente, só existem duas limitações para as projeções do Big Data: a quantidade de dados a ser avaliada – quanto mais, melhor – e a capacidade de processamento computacional.

Pensando nesses limitadores, de todos os ramos de negócios, o marketing digital é um dos com maior volume de informações a serem coletadas, o que o torna uma das áreas mais promissoras para usar o Big Data.

Só para você ter noção, mundialmente:

Quais necessidades desconhecidas as pessoas têm? Onde e como procuram soluções? Quais produtos têm maior chance de solucionar essas necessidades? Com a correlação de dados sociais, é possível extrair importantes insights sobre o direcionamento do mercado e encontrar lacunas a serem exploradas.

Todas essas perguntas, antes impossíveis de serem respondidas com um bom grau de exatidão, agora são a chave para a porta que leva ao marketing digital moderno. Um marketing data-driven baseado em ciência estatística, que não deixa de incorporar a sua arte subjetiva aos novos nichos interessantes e ângulos mais arrojados de estratégia.

Ferramentas que implementam marketing data-driven

O uso de ferramentas de marketing data-driven já tem emplacado alguns sucessos interessantes, que demonstram o seu potencial para estratégias digitais futuras:

Segmentação inteligente

O agrupamento de leads com interesses específicos é parte fundamental do planejamento de marketing. O estudo de personas se faz por meio de um levantamento dos dados sobre clientes anteriores e suas motivações para realizar compras, além de estudos de mercado.

Com o uso do marketing data-driven, esses processos não só são facilitados, como também podem ser realizados em tempo real, implementando algoritmos inteligentes para adaptar os estudos de personas às novas tendências de mercado, obtendo um retrato mais fiel do público-alvo.

A Optimove é uma empresa que se dedica exclusivamente a fazer isso. Aplicando machine learning, ela otimiza o ciclo de vendas de seus clientes, segmentando os leads em grupos mais refinados.

Previsões de efeito viral

Saber o que vai fazer sucesso online no futuro é uma pergunta de um milhão de dólares. Para enfrentar esse desafio, alguns modelos de inteligência artificial já estão se propondo a prever efeitos virais na internet.

Um deles é o projeto desenvolvido pela Oxford Saïd, que pretende descobrir o próximo grande influenciador em social media. Os resultados ainda não foram publicados, mas as reportagens dos especialistas que participaram do projeto prometem surpreender o mercado.

Essa tecnologia ainda é jovem e existe um longo caminho pela frente, mas uma coisa é certa: o potencial do marketing data-driven é tão sedutor, que não conseguimos mais imaginar um futuro para estratégias digitais que não o inclua.

Renan Cardozo

Renan Cardozo